REGULAGENS DE VIOLÃO: ANTONIO TESSARIN

Fábio Carrilho – Guitar Player set/2010

A tocabilidade confortável de um violão está relacionada não apenas aos tipos de materiais envolvidos, mas também ao modo de construção e às medidas adotadas em seu projeto. Ao contrário do que muita gente pensa, violões são passíveis de regulagens tais como suas irmãs guitarras elétricas. Muitas vezes, um simples ajuste de altura das cordas ou nivelamento dos trastes pode fazer toda a diferença. Conversamos com Antonio Tessarin, um dos principais construtores de violões do Brasil. Em sua lista de clientes figuram nomes como Paulo Bellinati, Celso Fonseca, Caetano Veloso, Chico Pinheiro, Conrado Paulino e Ricardo Silveira, só para citar alguns. O luthier comentou sobre os principais tipos de regulagens em violões e como elas podem proporcionar uma melhor tocabilidade ao instrumentista. O que é uma regulagem ideal de violão para você? É aquela que não cansa e permite ao violonista tocar por muito tempo sem se sentir incomodado ou com dores nas mãos. Esse ajuste é personalizado e deve ser feito sob medida para cada músico, pelo tipo de toque que ele tem. O violonista deve participar dando informações de fatores que lhe caem bem, que são, basicamente, medidas de comprimento de corda, distância entre elas, curvatura traseira do braço e ação das cordas. Vamos começar falando do braço. Como o formato pode influir na tocabilidade e sonoridade? A curvatura do braço não tem influência no som, mas sobre a técnica do músico. Existem pelo menos três tipos de desenho: redondo, oval e achatado. Mãos pequenas requerem um braço mais ovalado. Braços achatados são como um retângulo com um canto e um polegar curto vai bater de frente nesse canto quando o músico precisar esticar os dedos na escala. Com uma curva suave nessa região, o polegar vai permitir maior alcance da mão toda. Quem tem mão grande, com dedos longos, talvez prefira um braço chato, pois seu polegar terá sempre a mesma espessura onde apoiar e se deslocar. Mas, como disse, o violonista tem de descobrir qual modelo lhe cai bem por si mesmo e não se deixar influenciar pelo que é melhor para alguns. A maioria se sente bem com um braço ovalado.

Matéria completa na Revista Guitar Player 173/Setembro de 2010.

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