O Violão no Período Colonial e no Império – IV

São Paulo em 1846 (Sé)

Já no segundo império, na primeira visita do imperador Dom Pedro II a São Paulo em 1846, destaca-se – além da peça “A máscara Negra” – a apresentação de um violonista chamado Ribbio que “tocou o seus instrumento, imitou jumentos e chiou como carro de boi”.

Com o consequente crescimento da cidade, o almanaque Administrativo, Mercantil e Industrial de 1857 registrava já a existência de 8 professores de música. “Além de Madame Oswald – que anunciava neste jornal – no mesmo ano anunciavam também o professor de piano Gustavo Heloud, na rua da Santa Casa e Mademoiselle Ignes Duvel, Professora de piano e canto.”

Se Sá Minga, A. Carlos Gomes

Verifica-se também neste mesmo ano um anúncio do Correio Paulistano a venda de músicas de Carlos Gomes que, embora intitulada “A Caiúmba – dança de negros, música original e de um gosto todo novo” era apresentada para o instrumento que, por um bom tempo irá obscurecer o violão tão usado até então: o piano.

Mesmo com o uso constante do violão junto a vida do povo paulistano, o crescimento da cidade dado pelo início da cultura cafeeira irá formar uma nova classe social que adotará como símbolo de seu status: o piano.

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